Autor: R. L. Stevenson
Tradutora: Heloisa Jahn
Editora Ática - 96 páginas
Nota no Skoob:3 estrelas (Bom)
As suspeitas começaram quando Mr. Utterson, um circunspecto advogado londrino, leu o testamento de seu velho amigo Henry Jekyll. Qual era a relação entre o respeitável Dr. Jekyll e o diabólico Edward Hyde? Quem matou Sir Danvers, o ilustre membro do parlamento londrino?
Assim começa uma das mais célebres histórias de horror da literatura mundial. A história assustadora do infernal alter ego do Dr. Jekyll e da busca através das ruas escuras de Londres que culmina numa terrível revelação. Sinopse aqui.
Oi, você que está lendo essa resenha! o/
O que a escola não faz com a capacidade de blogar e de ler de uma pessoa?! 96 páginas! Só! E foram 5, cinco, cinque, five, 五 (go), dias pra ler! E mais uma semana procrastinando a resenha! Certo, mas eu amo a escola forever.
Mais um livro muito conhecido e encontrado nas profundas reentrâncias das prateleiras da biblioteca da escola. Once more, a foto que está ali em cima não a capa do livro que eu li, mas não achei nenhuma imagem grande o bastante pra não pixelizar - não sei se essa é a palavra certa, mas a frase está entendível..
Devo dizer que essa resenha happened to be bem diferente das outras. O que você vai ler lá no "Minha Opinião" é mais um registro de pensamentos aleatórios do que uma dissertação propriamente dita.
Cenário
"Cidade gélida, com seu ar contaminado pelos gases industriais e escurecendo pela forte neblina, a Londres de mil oitocentos e tantos era o cenário perfeito para uma história de terror: sua propensão a epidemias era proporcional à expansão do submundo urbano, e seus contrastes sociais eram agravados pela violência generalizada." Paráfrase da página 13
História
Vou ser o mais sucinto possível, porque o livro – e a história, de certo ponto de vista – não é muito grande.
Dr. Jekyll, médico, amigo e cliente de Mr. Utterson, um advogado nem tão taciturno e reservado isso não é redundante? faz seu testamento dando absolutamente todo o seu patrimônio a um indivíduo alcunhado Mr. Edward Hyde; entretanto, quando o tal Mr. Hyde começa a ser conhecido pelas atrocidades que ele comete, a sanidade de Jekyll (por confiar em Hyde) torna-se duvidosa.
Utterson então passa a observar e tentar descobrir o que se passa com Jekyll e por que existe essa estreita ligação entre ele e Hyde.Minha Opinião
O Médico e o Monstro é uma história bem curta; e não digo isso com base no número de páginas, mas sim porque a história (entenda-se como “comprimento/extensão do conteúdo fictício que o livro contém) é realmente muito curta. Certo, resumindo: O livro tem a introdução à história, e então vem o desfecho. E pronto, só.
Não entendo por que todo personagem de história de suspense/terror/mistério tenha que ser obrigatoriamente taciturno/ostracista, sendo que isso só serve, por vezes, para adornar o enredo. Personagens que são tachados de taciturnos, por algum motivo sobrenatural, tornam-se verborrágicos assim que a história começa. #curioso
Outro fato digno de nota: o suicídio de Hyde no final. Se a personalidade dominante no momento em que Utterson e Poole arrombaram a porta era Hyde, porque cargas d’água ele matou-se a si mesmo suicidando-se? Teria ele feito disso sua derradeira vingança contra Jekyll? Ou teria a personalidade do bondoso Dr. Jekyll, escondida nos mais profundos fossos do âmago da alma de Hyde, dado um surto espetacularmente forte que fosse capaz de controlar por alguns instantes as ações de Hyde? Haja paciência para se pensar em questões assim. Ora bolas, ele morreu porque o autor quis. Então, ponto final.
Realmente, se pararmos para analisar, o anonimato traz liberdade e poder, e, do mesmo jeito que Jekyll descobriu isso através de Hyde, muitas pessoas descobrem hoje através da internet. Os aspectos mais obscuros da personalidade de uma pessoa, seus prazeres mais bizarros, vêm à tona quando se pode deixar de ser “si mesmo” por algum momento. É um pensamento do tipo: não vou ser eu quem vai ter que sofrer com as consequências disso mesmo. Me achei psicólogo agora
Quando Jekyll cede ao vício de virar Hyde, para mim, ele exterioriza a sua vontade de deixar de ser quem é, digo, as pessoas não querem deixar de ser quem elas pensam que são para virarem quem elas são, porque isso caracterizaria a destruição de toda a vida construída em cima de uma coisa que se achava ser o “caminho correto”. Psicólogo ou louco?
Jekyll relata que, quando virou Hyde nas primeiras vezes, se entregou aos seus prazeres mais obscuros, ou seja, Hyde não é o lado “mau” dele, mas somente o lado “verdadeiro”. Se esse lado verdadeiro só se desenvolveu de uma vontade de fazer o que não podia – sim, pois Jekyll era “o bom e amistoso Jekyll”, sendo que isso, de certa forma limitava a sua liberdade de “ser” -, eu não sei, mas que Jekyll gostava de virar Hyde, ah! gostava.
Who’d have known?
Anyway, é um bom livro e, se não fosse a tonelada de trabalhos que eu tinha e ainda tenho que fazer, eu teria lido em um dia só. Captura muito bem a atenção do leitor.
Até mais. o/

Um comentário:
Esse livro é bem legal mesmo...
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Ei, vc veio aqui pra Curitiba fazer vestibular e nem me avisou? u_u =P
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Anyway, parabéns, bacharel em Física =D
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